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Pesquisa revela que 7 em cada 10 brasileiros já fizeram comentários preconceituosos

A Skol se juntou ao Ibope para criar uma pesquisa que avalia o comportamento do brasileiro em relação a quatro tipos de preconceito: racismo, machismo, homofobia e gordofobia. Entre os dias 16 a 21 de setembro deste ano, 2002 pessoas foram entrevistadas, entre elas homens e mulheres, acima 16 anos de todas as regiões. Os resultados são assustadores, mas infelizmente não surpreendem.

Analisando a pesquisa pode-se perceber que o brasileiro continua reproduzindo preconceito sem saber ou sem admitir. Somente 17% brasileiros se declararam preconceituosos.

Outro ponto gritante que chama atenção na pesquisa é fato de 99% dos entrevistados reproduzem o machismo, 61% sem ter consciência disso. O comentário mais conhecido pelos entrevistados foi “Mulher tem que se dar ao respeito”. A LGBTfobia também mostra dados desanimadores, aparecendo entre 97% dos entrevistados.

A gordofobia não ficou de fora e é um dos preconceito mais praticados, mesmo sem ser notado. O comentário mais conhecido pelos entrevistados foi “Ela/ele é bonito (a), mas é gordinho (a).”

A pesquisa foi feita para orientar as campanhas da Skol nos próximos meses, mas é relevante para o mercado como um todo. A campanha estreou no dia 17 de outubro e mostrará uma evolução do conceito “desce redondo”, que foi criado em 1997. A propaganda mostrará como comentários negativos “descem quadrado” e como a vida fica mais fácil com uma “atitude redonda”.

“Skol vem evoluindo sua comunicação nos últimos anos e realizar esta pesquisa é um dos frutos dessa mudança. Percebemos que poderíamos contribuir de forma mais profunda ao trazer dados recentes sobre o preconceito, colocando luz neste debate e propondo uma reflexão sobre como nossas atitudes podem afastar ou unir as pessoas.”, declarou Maria Fernanda de Albuquerque, diretora de marketing de Skol, em entrevista para o Fantástico.

É importante ver empresas assumindo tal posicionamento perante preconceitos que enfrentamos diariamente. Mostra que é possível uma publicidade com cada vez mais estereótipos, com espaço para a inclusão e a diversidade.