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Debate no Pop Plus discute evolução do mercado plus size brasileiro

Para comemorar 10 anos de evento, a 32° edição do Pop Plus promoveu o debate “A evolução do mercado plus size brasileiro” no domingo (11), com mediação da jornalista e criadora de conteúdo Ju Romano. A mesa contou com a presença da Presidente da Associação Brasil Plus Size, Marcela Liz; da influenciadora Kalli Fonseca, da Prof. Drª Aliana Aires e da criadora de conteúdo Mel Soares.

Na apresentação, a criadora do Pop Plus Flávia Durante lembrou que as participantes da mesa eram pessoas marcantes para o mercado plus size. E que haviam sido pioneiras na internet falando sobre gordofobia e moda, e fazendo parte dos primeiros eventos que construíram o Pop Plus.

EVOLUÇÃO DA MODA PLUS SIZE

Ju Romano iniciou a conversa com uma questão central: o que cada uma viu e vê na evolução da moda plus size?

Para a Prof. Drª Aliana Aires, toda evolução do mercado é uma surpresa. “É uma grande surpresa a gente estar num evento só de moda plus size. Foi uma surpresa quando meu tema foi aceito na Academia, uma surpresa quando recebi uma bolsa de estudos”, diz.

A criadora de conteúdo Mel Soares acredita que, mesmo com avanços, ainda falta muito para que mulheres gordas tenham acesso à moda. Ela conta que por muito tempo teve dificuldade de encontrar mulheres gordas e negras com quem se identificasse. E sabe que muitas a acompanham, gostam do seu estilo, mas ainda não conseguem se sentirem bonitas ou se vestirem como desejam.

Kalli Fonseca lembra que a moda também é questão de dignidade: “Se a gente não tiver roupa, como saímos de casa?”.

Marcela Liz explica que o acesso ao consumo é importante para que as pessoas se sintam dignas e inseridas socialmente. “Hoje todo mundo sabe que existe uma população gorda que precisa de roupa, e mesmo assim ainda tem quem pergunte o que é plus size”.

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Flávia Durante (à frente). Profª Drª Aliana Aires, Marcela Liz, Ju Romano, Kalli Fonseca e Mel Soares

PROFISSIONALIZAÇÃO DO MERCADO

Em relação à profissionalização, Kalli acredita que em eventos e feiras geralmente há uma identificação maior entre a oferta e o público. Ela afirma que, embora a moda plus size funcione para quem já está inserido nesses espaços, muitas pessoas nunca ouviram falar sobre o assunto. Mel complementa: “Às vezes parece que a gente evolui, vai lá pra frente e volta. Por isso eu sempre argumento pela representatividade”.

Aires acredita que falar sobre moda plus size contribui com o avanço de outras questões relacionadas à gordofobia, mas alerta: “O gordo está sendo aceito como consumidor e não como cidadão”. Ela explica que há diversos relatos de pessoas que usam tamanho 70 e precisam se vestir, por exemplo, com lençóis por falta de roupas adequadas. “Se consumo é identidade, e você não tiver nem como se vestir para concorrer para uma vaga de emprego, a moda traz acesso e dignidade”.

No ponto de vista de Liz, a moda plus size trouxe avanços para várias questões, mas ainda há problemas anteriores. Como falta de profissionais especializados em toda cadeia produtiva e falta de incentivos.

Ju Romano se mostra otimista ao opinar que, independente dos impactos da moda plus size em outros aspectos da gordofobia, ao menos foi a oportunidade que pessoas gordas tiveram de se encontrar e lutar juntas. “Se a gente não se enxergasse, ninguém nos enxergaria”.

Você pode ver o debate sobre A evolução do mercado plus size brasileiro na íntegra no Instagram ou pelo link abaixo:

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