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Nana Moura: ex-modelo do Pop Plus, multiartista se lança como cantora solo

A artista paulista Nana Moura, 33, estreou como cantora solo com o single “Resta Uma”, lançado em maio deste ano. Ela, que já foi professora de dança e modelo do primeiro editorial de moda do Pop Plus, falou sobre a importância de ter encontrado no universo plus size um lugar de acolhimento, e também de seu envolvimento nas mais diversas formas de artes, acreditando que “o corpo e a voz são o mesmo veículo de comunicação”.

Filha de músicos, Nana tem envolvimento com a área desde criança e conta ter crescido ouvindo música brasileira e da América Latina: “Milton Nascimento e Chico Buarque eram as vozes que me acordavam pelas manhãs, pelo som da vitrola! As trilha sonoras que me acompanharam ao longo da vida tinham sempre esse sabor latino-americano, Caetano, Gil, Mercedes Sosa…”. Na adolescência, passou se interessar por música erudita (Debussy, Tchaikovsky, Stravinsky, entre outros) e também muita bossa nova, referências que levou para seus trabalhos futuros.

Já nessa época, se apresentava informalmente: “Subi no palco para tocar pela primeira vez aos sete anos – tocava viola na Orquestra de Violas de São José dos Campos – e comecei a cantar aos oito”, conta. Aos 12 anos já tinha cantado ao vivo algumas vezes, “mesmo muito tímida”. No ano seguinte, ingressou na dança e logo se tornou professora de balé clássico e coreógrafa, tendo aulas com Ana Carolina Reis, a primeira bailarina brasileira a se formar na Academia de Dança Bolshoi, na Rússia.

Para se aprofundar na dança, foi estudar Composição Coreográfica na Argentina, onde morou por quatro anos. Para Moura, a música, o corpo e a dança estão conectados: “a gente dança pra falar e coloca nossa voz pra cantar com todo nosso corpo”.

Multiartista

“Quando a gente é artista, chega uma hora que não dá mais pra fugir das nossas vontades, mesmo as inconscientes”, explica. Assim, em 2016 começou a criar proximidade com o violão, e no ano seguinte começou a escrever. Quando se deu conta, notou que já escrevia em versos e musicava suas letras. “Quando comecei a compor, além dessas referências de compositores brasileiros que citei, fui buscar conhecer melhor a obra de compositoras mulheres. Joyce, Fátima Guedes, Rosa Passos, mulheres incríveis da nossa música que, pelo motivo que já sabemos, não são tão conhecidas quando os homens – apesar de serem muito reconhecidas no meio da música.”

Em 2019 começou a estudar música mais a fundo e entrou para a Magnífica Orchestra Paulistana de Músicas do Mundo – grupo que nasce do  fazer musical coletivo encabeçado pelo professor, acordeonista, produtor musical e compositor Gabriel Levy. Durante a pandemia, se viu ainda mais imersa nos estudos de canto e não parou mais.

A música “Resta uma”, de sua autoria, foi gravada em 2021. Ela conta como foi ter dado esse passo: “Logo que recebi a faixa, pensei na possibilidade de usá-la para a minha estreia nas plataformas, e desde aí fui me preparando pra lançar. Hoje me sinto feliz de ter finalmente tido essa atitude de dar esse passo na música, de fazer canção e dividir com quem quiser escutar. Agora, a musica que lancei já não é mais minha, é de quem precisar ouvir, de quem se identificar.”

“A vida cobra que a gente alimente nossos desejos e o meu sempre foi de me comunicar através da arte e ser movida por ela”.

Modelo Pop Plus

Quando veio morar em São Paulo aos 26 anos, Nana Moura conheceu Hugo e Daniel, criadores do Coletivo de Dois. Por indicação deles, veio o convite para ser modelo de uma marca que participaria do Pop Plus.

A partir de então, passou a acompanhar debates sobre gordofobia que começavam a ganhar espaço na internet e se aproximar desse universo. Flávia Durante, criadora do Pop Plus, conheceu Nana através da divulgação do ensaio de moda, e a convidou para estrelar o primeiro editorial do Pop Plus ao lado de Genize Ribeiro, hoje criadora de conteúdo.

Nana conta que o Pop Plus foi extremamente importante na sua jornada. “Me trouxe uma confiança nova, que desencadeou meu processo de aprender a me amar de maneira verdadeira”.

Nana moura

Nana conta que encontrou ali uma comunidade, um lugar seguro para se expressar e fazer amizades, e levou amigas para conhecer o evento. “Em uma sociedade que coloca nosso corpo como fardo, vivenciar um evento que te mostra o oposto disso é revolucionário”, afirma.

A música “Resta Uma” está disponível no Spotify.
Você pode acompanhar o trabalho de Nana Moura através do seu perfil no Instagram.

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