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Diversidade deu o tom no outono/inverno 2018 da NYFW

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A mais recente New York Fashion Week, que aconteceu de 8 a 16 de fevereiro em Nova Iorque, foi, sem dúvidas, uma edição baseada na inclusão e no empoderamento. Desde os nomes que marcaram presença na primeira fila dos desfiles, ao que foi visto nas passarelas, passando pela escolha dos modelos, o evento mostrou que está acompanhando o zeigeist e mostra cada vez mais preocupação com a diversidade.

Ainda que muitas marcas tenham mostrado inclusão em seu casting nessa temporda, a Chromat merece destaque por ter trazido uma variedade maior de modelos plus size, incluindo Ericka Hart, que exibia orgulhosamente as cicatrizes de sua dupla mastectomia. Além da cantora Viktoria Modesta, conhecida por ter incorporado sua prótese ao seu estilo moderno e vanguardista.

Chromat – ©Estrella Fashion Report

Ericka Hart – ©E News

Viktoria Modesto – ©New York Post

Christian Siriano, conhecido por criar moda para mulheres de todos os tamanhos, se manteve fiel à sua essência e trouxe para a passarela uma verdadeira celebração de corpos e etnias diferentes. Isso incluiu a estreia da atriz Danielle Brooks (a Taystee da série “Orange Is The New Black”) na principal semana de moda norte americana.

Danielle Brooks – ©Hollywood Life

E ainda que o espaço para os meninos tenha sido pequeno, também vimos a presença de modelos plus size masculinos, como foi o caso da apresentação da Asos, que contou com a presença do cantor Trey Campbell em sua passarela.

Trey Campbell – ©Mic

A marca Eckhaus Latta, que apresentou uma coleção não binária, também escolheu uma modelo plus size para compor o seu casting.

Eckhaus Latta – ©Vogue

A estilista Alexia Elkaim, da marca Miaou, diz que quando faz o casting para os seus desfiles busca escolher mulheres que poderiam ser suas amigas e essa delicadeza transparece em seus desfiles.

Miaou – ©Vogue

Já estamos acostumadas com a presença de modelos como Ashley Graham nas passarelas, – inclusive ela também estava no desfile de Christian Siriano –, mas é importante que a moda inclua mulheres de todos os tamanhos não só em desfiles e peças publicitárias, como também na confecção dos produtos. Vamos torcer para que com um evento desse porte abrindo esse precedente, a indústria preste mais atenção na importância da diversidade para esse mercado.